sábado, 18 de janeiro de 2014

Salmos 77 e a memória.


Àqueles que viram, é mais difícil não ver

A beleza outrora revelada abertamente

As atitudes reveladas de forma autêntica

O olhar tão atento

Num sorriso tão aberto

Tudo tão íntimo, tão claro, tão perto

Mas a distância chegou sem avisar

Mesmo assim  foi fácil percebê-la nos semblantes semelhantes

A alegria principal, se foi...

Ficou só aquela encontrada nos momentos

Estranhamos tanto

Ficamos como quem não sabe viver

Como aqueles que não tem para onde voltar

Porque acostumou-se a ser sempre de um só lugar

Até que, desolados de tanto esperar, olhar em volta e desanimar ao ponto de desfalecer:

Lembramos.

A memória de repente pareceu-nos a única e maravilhosa saída para encontrá-lo

Lembramo-nos dele em nossa oração à Ele

Do seu sorriso, do seu olhar, do seu jeito, do seu carinho, do seu cuidado.

E respiramos.

A memória disse: ele não nos deixou.

Está em nós, na nossa história, na gente, no outro, em tudo.

Memória: aquilo que em nós mora.
Deus mora, e a gente: revigora, rememora!